Hi, I am Vitor.

april comes — semana #13

bela sexta pra começar abril, toadas de verão ainda. feriado, dia quente, leve ressaca, nada de novo sob o sol. muitos álbuns novamente. adicionei “penny in the lake”, dos ratboys, às preferidas do ano. não sei por que não fiz isso no dia. e, por sinal, quando coloco highlights no review, é porque adicionei na listinha.

Kanye West - Bully

Kanye West - Bully

é difícil falar sobre ye. quando lembrei que hoje “teria” que ouvir isso, me irritei. é impossível negar a influência e a importância dele na música dos últimos 15 anos e eu nunca liguei pras insanidades pessoais; o cara era bom. ele tem alguns dos melhores álbuns de todos os tempos, sem dúvida, mas os últimos quatro ou cinco são fraquíssimos: desconexos, cringe. eu gostaria de poder apenas cagar em mais um, mas esse não é um deles, mesmo estando ainda longe do que foi um dia. ele é um grande produtor, e é aí que cê vai tirar algum valor daqui, que cê vai lembrar dos bons tempos. tentei não focar muito nas letras, mas o cringe se faz audível aqui e ali. no fim das contas, não é de todo mal.

highlights: father

Nota: 6.4

Earl Sweatshirt, MIKE, Surf Gang - Pompeii // Utility

Earl Sweatshirt, MIKE, Surf Gang - Pompeii // Utility

é um split, mas já perde um ponto automaticamente por ter uma hora e quatro. ninguém precisa de uma hora e quatro de trap. tem que ter o que dizer pra passar dos 60 minutos, tem que ser necessário. aqui não é. adicionei porque gosto de earl. nunca tinha ouvido o tal do mike, que aparentemente só tem um flow. mumble rapper, assim como todos os feats da parte dele. o disco dois não melhora. earl, que tem mais flows, não usa nenhum deles. todas as produções são o mesmo trap sujo, no bom sentido, mas sem sal. monótono.

Nota: 4.8

Sunn O))) - Sunn O)))

Sunn O))) - Sunn O)))

isso aqui tava acabando com o meu humor, até que eu percebi que tava vendo as coisas pelo ponto de vista errado. não como um álbum de música, mas como instrumento de tortura é que essa draga tem que ser avaliada. concluo que, pra essa finalidade, é fenomenal, brilhante, insuperável.

Nota: 2.8

Angine de poitrine - Vol. II

Angine de poitrine - Vol. II

aqui tem funk, aqui tem primus, tem zz top, lightning bolt, tem compassos irregulares em todas as músicas (“utzp” é 4/4), muito pra desempacotar em um pacote curto, com trinta e seis minutos apenas. é engraçado como eu atrelo microtonalismo a king gizzard desde o “flying microtonal banana”, e muita coisa aqui lembra aquele álbum melodicamente. é divertido! só não vai ser nota maior, pra mim, por uma crítica até difícil de fazer: achei o som engraçado, cartoônico em demasia. eu acho que era isso que eles tentaram fazer, no entanto, questão de gosto.

Nota: 7.4

Thundercat - Distracted

Thundercat - Distracted

um soul psicodélico, funk aqui e ali, mas é daqueles que, apesar de ser boa música, não fede nem cheira. os feats são o melhor do álbum; as músicas se adaptam a eles. arrasta um pouco no lado b. não vai tá na lista de melhores ou piores do ano de ninguém.

Nota: 6.3

Corrosion of Conformity - Good God / Baad Man

Corrosion of Conformity - Good God / Baad Man

coc é uma banda um tanto quanto esquecida. os três últimos álbuns não têm reviews no metal-archives, nem o mainstream do rock/metal deu muita moral. de qualquer forma, é rock and roll competente. com baterista novo, o álbum é longo, conceitual, e passa por todos os estilos com que a banda já brincou: do crossover ao sludge, ao southern. de foo fighters a load/reload. aqui, uma hora e seis minutos passa despercebida, principalmente na companhia de uma gelada.

highlights: forever amplified

Nota: 6.5

Nervosa - Slave Machine

Nervosa - Slave Machine

mais um slaughter of the soul, que segue firme na briga por álbum mais copiado de todos os tempos. aqui é produção ultra moderna pra disfarçar o fato de não ter um bom riff. um. tem shred aqui e ali que dá pra tirar algum valor, mas no geral é ’the same modern bullshit’ reciclada pela milésima vez.

Nota: 5.0
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