Hi, I am Vitor.

o começo do fim? — semana #40

outono no hemisfério norte é o começo do desaceleramento de lançamentos e aqui em outubro começa a ficar claro. ainda tem coisa legal que sai pros feriados de fim de ano, tem down, tem qotsa, tem avalanches por vir, mas já estamos na reta final… considerando sexta, dezoito de dezembro, a última, só restam dez. seguimos, por ora. cento e trinta e quatro ouvidos, quase trinta com nota maior que sete, bom ano.

Wolfbrigade - Howl from Underground

Wolfbrigade - Howl from Underground

mas assim, tem como errar aqui? d-beat, motörheadismo crústico, pitadas entombicas, ‘caveman motherfuck’, ‘doomrunner’, ‘cosmic meatgrinder’, tudo autoexplicativo… é boa adição ao catálogo e entrega exatamente aquilo que promete, deleite pra quem curte anti-cimex (óbvio), speedwolf, inepsy, disfear, poison idea, darkthrone da era crustácea, entombed do death ’n roll. só os bons meninos.

Nota: 7.0

Greta Van Fleet - Palace for the People

Greta Van Fleet - Palace for the People

não soa mais como led zeppelin (apesar de tentar, às vezes, e o timbre ser muito parecido) e, pensando bem, como estratégia pra ser ouvido e pra que prestassem atenção? funcionou. genial. mas agora que não tem plagiarismo, que tão por conta própria em mar aberto, sei lá, é genérico, feliz demais, falta rock and roll. a voz irrita em algumas músicas (play your games, por exemplo) e você sai da coisa com uma sensação de que o plágio era mais divertido…

Nota: 5.8

Graveyard - Fever

Graveyard - Fever

aqui segue a linha do review da semana trinta e sete de uncle acid, rock pesado psicodélico ocultista com produção de alto nível, guitarra com timbre delicioso, retrô rock modernizado. um dos líderes da alcateia desses retrô rock tangentes ao stoner/doom, mas assim como o uncle acid há umas semanas atrás, falta, na minha opinião, o riff (que deveria ser a ligação com o doom…). no uncle acid eu citei pentagram e black sabbath nas referências mas tanto lá, como aqui, não deveria. ainda assim, boa diversão pra quem curte essa sonoridade fim dos anos sessenta, começo dos setenta que tantos tentam recriar.

Nota: 6.6
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