marching out — semana #12
um terço do caminho percorrido, nada incrível até agora mas uma semana cheia de diversões.
4833 scrobbles, 45 albuns ouvidos, nota mais alta é 7.8 ratboys, seis faixas adicionadas nas preferidas do ano.
Cruel Force - Haneda
pode encher o prato e eu vou repetir. tenho que me conter na empolgação porque cruel force é uma das misturas que eu criaria se pudesse arquitetar o que quero ouvir. o último álbum (dawn of the axe) é um clássico que nunca saiu da minha rotação e na primeira ouvida, esse será também… é a única coisa dessa nova onda de old school heavy metal que lembra o show no mercy do slayer constantemente… show no mercy pelos caminhos do iron maiden criados por thrasheiros teutônicos como se fosse 1983, é bem por aí.
highlights: warlords
Courtney Barnett - Creature of Habit
quando comentei que tinha lançamento um amigo me disse “eu lembro do nome mas não lembro do som” e pedestrian at best me veio na cabeça na hora… nada mais. tem um projetinho com kurt vile? quando foi o último álbum? uma carreira esquisita, não muito memorável. esse aqui por outro lado, é bom! stay in your lane vai pras favoritas do ano, site unseen forte, one thing at a time forte! tem uma caída na segunda parte, mas vale a pena.
highlights: stay in your lane
Black Label Society - Engines of Demolition
name in blood me emocionou. é ozzy puro como só o zakk consegue fazer, e só ele pode manter vivo. senti saudade de um tempo que não vivi. e dali pra frente é bls genérico. é o que inteligência artificial criaria se você pedisse bls. nos shreds a i.a. não chegaria perto, eles continuam top notch, coisa fina e são o motivo pra ouvir a coisa toda. mas as baladas, jesus cristo, as baladas… se substituísse todas por cópias de pedal to the floor, ou the stranger, seria um álbum melhor. um amigo disse: “é o mesmo álbum que ele fez nos últimos 10 anos”, ele tem razão.
highlights: name in blood
fcukers - Ö
mais um pra lista do “por que adicionei?”. electropop ruim.
Hellripper - Coronach
hellripper é um projeto de speed/black metal de um cara só diretamente da escócia que costumava fazer um som muito mais primitivo, mais cru. eu lembro de falar com o carinha em questão no twitter anos atrás e dizer que faltava uma atmosfera bathoryca pra ficar perfeito. aqui, realmente tem toda uma vibe atmosférica, mas perdeu o primitivismo que faz ’tr00’ todo bom black metal. soa moderno, metalcórico às vezes no vocal, overproduzido. ainda assim, bons riffs, boas construções, técnico, bom heavy metal.
Slayyyter - WOR$T GIRL IN AMERICA
eu não tenho motivos pra ouvir isso de novo. não consigo imaginar quem tenha.
Neurosis - An Undying Love for a Burning World
é o “metal” moderno. o post (?) metal. dissonante, deprimido, angustiado, nenhum riff pra ser lembrado. construções não ortodoxas, à la mastodon, tool, e tantos outros. diferente do review anterior, eu consigo imaginar quem vai gostar, eu sei que o público disso existe, mas não é pra mim. (álbum não é de hoje, tinha ficado pra trás)