Hi, I am Vitor.

medo e delírio em agosto — semana #33

coração do inverno, em direção ao el niño e à primavera violenta do futuro deserto que chamamos de noroeste paulista. fata morgana é um álbum da semana passada que passou despercebido, mas na sexta mesmo ‘ouvi’ que devia ter adicionado na biblioteca. algo me diz, e essa frase foi escrita após todos os reviews, que quase todas as notas aqui vão mudar com o tempo. i do have that feeling. boa semana!

Denzel Curry & Kenneth Blume - ii

Denzel Curry & Kenneth Blume - ii

denzel só melhora. ele é, entre os rappers da atualidade, o mais adjacente ao rock and roll (run the jewels seria o primeiro, mas o último release é de 2020), e dá pra sentir. esse aqui vai receber a mais rara crítica (assim como o primeiro): curto demais! eu quero muito mais! o outro lado da moeda também não falha, eu já elogiei bastante na semana passada outro álbum produzido por kenny beats… não tem erro! o de 2020 já fez minha lista, só a duração pode atrapalhar aqui.

Nota: 7.6

Julia Holter - Materia

Julia Holter - Materia

extremo minimalismo experimental. soa como um sonho, mas ao custo da musicalidade. de vez em quando, não vai muito além de barulhos. falta composição (o próximo review é semelhante em ideias, mas oposto nessa categoria).

Nota: 5.2

L'Rain - fata morgana

L'Rain - fata morgana

pra um cara que vive falando de originalidade isso aqui não tinha erro, mas nunca ouvi falar e dei play por acaso. que bom que o fiz. bon iver é a única comparação que consegui encontrar, o gênero aqui muda o tempo todo, mas as coisas se amarram, os temas funcionam. cê vai lembrar das músicas… impressionante que é uma pessoa só! forte!

Nota: 7.5

The Cramps - Gravest Gravy

The Cramps - Gravest Gravy

álbum de 1977 que tava lá, parado em alguma garagem e que henry rollins e ian mckaye conseguiram, com a ajuda de poison ivy, lançar. é cramps clássico da era clássica, mas obviamente existem motivos pra terem engavetado. para o fã, é um agrado.

Nota: 6.2

Weezer - Weezer (Gold Album)

Weezer - Weezer (Gold Album)

o bom e velho power pop, rock and rollico, em seu estado mais puro, como se fosse 2008. não sou o maior fã de weezer, sempre foi pra mim uma coisa mais de tracks que álbuns, aqui não é diferente, shine again e C.E.O. são divertidas, por exemplo, mas suspeito que para um verdadeiro fã isso aqui seja um prato cheio (ei, julian casablancas, tome notas). assim como o cramps, soa como um álbum de outra era lançado apenas agora. é curto e doce. vale a pena.

Nota: 6.9
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