Hi, I am Vitor.

lua cheia, de fato — semana #34

o dia mais agitado do ano: sete reviews e ainda sinto que uma coisa ou outra ficou pra trás (erykah badu, mike d, exumer, totalitär?). nada aqui era passável, no entanto. boa semana pro fã de música. boa semana para recomeçar.

Alabama Shakes - I Must Be Dreaming

Alabama Shakes - I Must Be Dreaming

oh, this ain’t it, chief. é o retorno da banda que fez bons álbuns. se não me engano, os dois anteriores estão nas minhas listas de fim de seus respectivos anos, mas aqui nada daquilo existe mais. o som foi pra um soul/funk mais chorado, todo político, todo chato.

Nota: 4.6

Billy Strings - So Much For Goodbyes

Billy Strings - So Much For Goodbyes

eu não sei quem escreveu as letras. procurei em todo canto. todas as outras informações são claras, menos essa. e procurei porque tem algumas pérolas aqui. de qualquer maneira, o revival do bluegrass e o direcionamento do country de rádio (por ter chegado ao mainstream), que por lá, assim como aqui, é puro pop disfarçado (e às vezes esse também é), são comendáveis. o mesmo movimento precisa acontecer aqui, e vai. daqui a uns cinco anos chega (sempre assim)… não vou negar que é um pouco longo, mas são boas composições no geral. o nível não cai, o picking é de qualidade, as harmonias vocais, quando existem, são saborosas. coisa fina.

highlights: mill town flood

Nota: 7.3

CZARFACE & Frankie Pulitzer - Czarface Meets Frankie Pulitzer

CZARFACE & Frankie Pulitzer - Czarface Meets Frankie Pulitzer

zero reviews de críticos. nunca vou entender. os caras são ignorados. frankie pulitzer aqui é o ‘rap name’ do ator tom hardy, and he can rap. este é mais um tradicional boom-bap noventista, com a saborização doomica de super-heróis e vilões. consistente, bons flows, boas batidas, sei lá… eu sei que não estou sozinho no gosto aqui e que não é tudo nostalgia…

Nota: 6.6

Dinosaur Jr. - There Near

Dinosaur Jr. - There Near

dinosaur jr e jesus mascis seguem firmes no motörheadismo, acadaquismo, ramonismo de ter sua fórmula e segui-la sem devaneios. o problema é que encontrar pérolas dentro das fórmulas é possivelmente mais difícil do que encontrá-las na brusca mudança de rumo. com ótimos solos, pra quem gosta de dino jr, é uma adição decente ao catálogo, mas na tier list final das coisas não vai estar acima do meião.

Nota: 6.0

Interpol - This Mirror Weighs a Ton

Interpol - This Mirror Weighs a Ton

interpol, aqui, soa como interpol. é um lançamento que tem a consistência de interpol. a cada quatro anos, um álbum, sem falha e sem novidades. interpol não inventa. é difícil diferenciar entre um e outro. seria interessante um game show em que o fã de interpol tentaria decifrar de qual álbum é a track x ou y… são todos parecidos e competentes da mesma maneira. indicado para fãs de interpol.

Nota: 6.0

Mastodon - Marrow Deep

Mastodon - Marrow Deep

mastodon virou uma paródia de mastodon não muito após o lançamento de the hunter (dois mil e onze). desde então, a fonte dos bons riffs, dos riffs sobre os quais a música é construída, secou. a guitarra é magra na produção, eu não sei por quê. os solinhos são legais aqui e ali. não é ruim de forma alguma, eu diria até que é um certo retorno à forma, uma volta aos bons tempos na medida do possível. são boas composições, mais fortes no lado a. depois da saída e da morte de seu ex-guitarrista/vocalista brent hinds em dois mil e vinte e cinco, o álbum soa como um bom tributo e coloca a banda de volta aos trilhos depois de alguns trabalhos medonhos e tanta turbulência.

Nota: 6.7

Ty Segall - Chrome

Ty Segall - Chrome

o atual campeão retorna, triunfalmente (ou nem tanto?), para o meu sossegado deleite. menos beatles dessa vez, mais blue öyster cult. menos country, mais television. sem trompetes, sem trombones, sem saxofone, dessa vez… mais ty segall, como já conhecemos. com desprazer, admito ter odiado o timbre da guitarra, esse timbre, que vou chamar de ‘peidinho’, até funciona nas músicas com mais enchimento (black paint), mas quando fica por si só, sem suporte, irrita. uma pena. não teremos bicampeonatos aqui. ainda é competente rock, ty segall não erra muito longe do alvo, e acertar é raro pra todo mundo.

Nota: 6.7
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